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AMIB lança diretrizes para manutenção do potencial doador de órgãos Imprimir E-mail
Sex, 06 de Janeiro de 2012 14:26
Segundo dados de 2010 do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), do total de 6979 potenciais doadores de órgãos, 1279, ou seja, 18,3% foram perdidos na fase da manutenção do potencial doador. Esse percentual só fica abaixo dos 25,8%, que não tiveram a doação autorizada pela família.

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB está lançando a terceira edição da campanha nacional “Orgulho de Ser Intensivista”, que tem como tema a Doação de Órgãos e como chamada principal “A Doação de Órgãos Começa na UTI”.
 
Um dos destaques da campanha deste ano é o lançamento das Diretrizes para Manutenção de Múltiplos Órgãos no Potencial Doador Falecido (Adulto), documento inédito no país e com semelhantes somente no Canadá e em alguns países da Europa, e que vai ajudar o médico intensivista numa das fases mais desafiadoras do processo de Doação de Órgãos: a Manutenção do Potencial Doador.
 
As Diretrizes da AMIB apresentam também uma série de esclarecimentos que serão fundamentais para auxiliar o intensivista e sua equipe na manutenção do potencial doador falecido de órgãos a partir do diagnóstico da morte encefálica e abordagem da Ventilação Mecânica, Controle Endócrino Metabólico e Aspectos Hematológico e Infecciosos.
 
A elaboração das Diretrizes, fruto da parceria entre AMIB e ABTO, se deu a partir do acompanhamento de estatísticas que demonstram que uma grande parte dos órgãos é justamente perdida no processo de manutenção. Além disso, há índices que revelam que o processo de identificação da morte encefálica e abordagem com a família são fundamentais e, muitas vezes, o tempo para tais etapas não é respeitado.

As Diretrizes, que foram redigidas em forma de perguntas e respostas, estão sendo distribuídas aos médicos de todo o país e pretendem contribuir para uniformizar os cuidados prestados ao doador falecido e incrementar quantitativamente e qualitativamente o transplante de órgãos com medidas aplicáveis à realidade brasileira.

O documento ainda traz as Recomendações Órgãos-Específicas para a manutenção renal, pulmonar, cardíaca e hepática, destacando as medidas para preservação do órgão, avaliação das principais funções, cuidados essenciais para garantir a transplantabilidade e contra-indicações que podem inviabilizar o transplante.
 
Para facilitar a compreensão e implantação das informações, os autores das diretrizes classificaram (de acordo com o sistema Grades of Recommendation Assessment, Development and Evaluation) a qualidade das recomendações como:

FORTE – deve ser feito
FRACA – talvez deva ser feito
NÃO ESPECÍFICA – não há vantagens e nem desvantagens
 
As Diretrizes pretendem atender a uma necessidade do intensivista, que até agora, não contava com uma fonte onde estivessem concentradas todas as informações sobre a manutenção do doador de órgãos contemplando a realidade brasileira.
 
“Distribuiremos as Diretrizes nas UTIs de todo Brasil e também deixaremos o material disponível para download no site da campanha. Queremos democratizar a informação e auxiliar os médicos intensivistas brasileiros nessa importante etapa, que é a Manutenção do Potencial Doador de Órgãos”, explica o Dr. Glauco Westhal, um dos autores das Diretrizes.

A campanha nacional da AMIB ainda contará com dois materiais informativos direcionados às famílias. O primeiro focado na família do paciente internado numa UTI, independente da causa da internação e gravidade do caso. O segundo é direcionado a família do potencial doador de órgãos, que é aquele que já teve o diagnóstico da morte encefálica.

“No material desenvolvido para as famílias tivemos a preocupação de usar uma linguagem simples e didática, sempre com o intuito de esclarecer o passo a passo do processo de doação e transplante de órgãos e, principalmente sobre a morte encefálica, tema ainda pouco compreendido pela população”, diz Fernando Osni Machado, responsável pela edição 2011 da campanha.

A terceira edição da campanha Orgulho de Ser Intensivista acontece em todo Brasil e terá duração de seis meses. A campanha, iniciativa da AMIB, tem o apoio do Ministério da Saúde (MS), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Sistema Nacional de Transplante (SNT).
 
Fonte: AMIB
 
 
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