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CFM debate a queda na cobertura vacinal no país no II ENCM 2018 Imprimir E-mail
Qui, 13 de Setembro de 2018 13:12

Presidente da SBP (em pé) defende presença de pediatras nas UBS´s

No ano passado, a cobertura vacinal para a poliomielite, que deveria ser de 95%, ficou em apenas 77%. A vacina tríplice viral (contra o sarampo, caxumba e rubéola) tinha cobertura próxima a 100%, em 2014, mas o índice caiu para 85%, em 2017. O nível de cobertura de vacinação, cuja meta era 95%, está em 84%. Esses números preocupam a classe médica e o assunto foi debatido na manhã desta quinta-feira (13), no 2º Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2018. O tema foi abordado na conferência "A queda do índice vacinal no país", que teve como palestrantes a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luciana Rodrigues Silva, e a coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Carla Magda Santos Domingues.

Para a presidente da SBP, o horário de abertura dos postos de saúde, a insuficiência de vacinas e a ausência de pediatras para atender todas as crianças são fatores que ajudam a explicar a queda na cobertura vacinal. "A mãe precisa ser informada sobre quais vacinas devem ser aplicadas em seu filho", argumentou. Como forma de melhorar a assistência infantil, a SBP elaborou um conjunto de propostas que foram entregues às equipes de todos os presidenciáveis. "É preciso garantir a presença do pediatra, que existem em número suficiente, na saúde básica para melhorarmos índices como os de cobertura vacinal e de mortalidade infantil", defendeu. Acesse a apresentação aqui.

As críticas feitas pela SBP foram validadas pela representante do Ministério da Saúde. Segundo Carla Magda Domingues, como estratégia para aumentar a cobertura vacinal devem ser ampliados os horários de funcionamento nos postos de saúde,  realizadas campanhas de vacinação nas escolas e dada maior ênfase aos profissionais de saúde no processo de vacinação. "Quando o profissional recomenda, os pais completam o calendário", argumentou.

Um deles se relaciona com a postura dos pais, pois a inclusão de novas vacinas no calendário obriga a criança ir mais vezes ao posto de saúde e nem sempre os responsáveis têm disponibilidade essa tempo. "Daí a importância de se aplicar várias vacinas simultaneamente", defendeu Carla Magda. "Ocorre que o profissional de saúde fica com dó da criança e diz para a mãe, que é geralmente a responsável por acompanhar o filho, voltar outro dia. Mas esta mãe não tem tempo e a criança fica desprotegida", argumentou. Acesse a apresentação aqui.

Cobertura - Por sua vez, o 1º secretário e diretor de comunicação do Conselho Federal de Medicina (CFM), Hermann Tiesenhausen, questionou quais seriam os motivos que levaram à queda da cobertura vacinal, que aponta sinais claros de insegurança epidemiológica: "É falta de formação, capacitação ou gestão?", perguntou. Para o conselheiro, os problemas de saúde são mais amplos: "Também estamos tendo o aumento da sífilis, contaminação pelo HIV, febre amarela e de outras doenças infecto-contagiosas", destacou.

Sobre as ações de comunicação da autarquia, o diretor antecipou: "o CFM começará, na próxima semana, uma campanha publicitária conclamando os brasileiros a realizarem um exame de consciência na hora em que forem votar. Precisamos eleger candidatos comprometidos com a saúde, especialmente quando o Sistema Único (SUS) completa 30 anos".

Veja aqui fotos do evento   

 

 
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